segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ás seis da tarde

A memória é algo muito estranho. Há algum tempo lembrei-me desse texto, é óbvio que não o sabia de cor, mas lembrei-me da temática que era pertinente a conversa e comentei com o André que se interessou pela poesia. Porém, não me lembrava onde tinha lido e nem quem era o autor. Estudando, encontrei o famigerado texto que estava numa prova que eu havia feito há alguns anos (Fuvest 05).


Às seis da tarde

Às seis da tarde
as mulheres choravam
no banheiro.
Não choravam por isso
ou por aquilo
choravam porque o pranto subia
garganta acima
mesmo se os filhos cresciam
com boa saúde
se havia comida no fogo
e se o marido lhes dava
do bom e do melhor
choravam porque no céu
além do basculante
o dia se punha
porque uma ânsia
uma dor
uma gastura
era só o que sobrava
dos seus sonhos.
Agora
às seis da tarde
as mulheres regressam do trabalho
o dia se põe
os filhos crescem
o fogo espera
e elas não podem
não querem
chorar na condução.

Marina Colasanti – Gargantas abertas


É interessante como uma coisa pode permanecer na memória por tanto tempo, mesmo que não tenha sido algo extraordinário. Uma cena, uma música, uma idéia(?) tudo isso pode ficar eternamente no subconsciente. Logo, tomem cuidado com as coisas que leêm(?) por aí, elas podem ficar morando na sua cabeça.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Monty Python's Flying Circus!


O grupo, formado pelos humoristas (da esquerda para a direita, primeiro os a frente) Eric idle, Michael Palin, Terry Jones, Graham Chapman, Jonh Cleese e Terry Gilliam (este último que aparece pouco e assina as animações), foi pioneiro em muitos temas e formatos. Estilo único de fazer humor que é novo, mesmo quarenta anos após a estréia e depois de incansáveis cópias.

Flying Circus, o programa de TV que revelou o sexteto, ficou no ar pela emissora BBC durante cinco anos (1969 a 1974). Formado por uma compilação de sketchs e animações o programa apresenta muita versatilidade, com piadas inteligentes e provocadoras que tratam desde política até sátiras à personagens históricas.

Muitos dos sketchs do grupo são de difícil "digestão", pois exigem do expectador muitos conhecimentos nas mais diversas áreas e bom raciocínio, isso faz com que o programa prolongue-se além dos créditos finais. Muitos deles ficaram imortalizados por serem extremamente inusitádos como "A piada mais engraçada do mundo", "SPAM", "Passeio ciclístico", "O papagaio Morto" e (na minha opinião) um dos melhores "A inquisição espanhola".

O dinamismo da trupi saiu da TV e começou a encher as telonas ainda na década de 1970. São responsáveis por três longas-metragens: "Em busca do cálice sagrado" de 1975, "A vida de Brian" em 1979 e "O sentido da vida" de 1983, além de um especial produzido nos EUA em 1982 "Ao vivo no Hollywood Bowl" (mas os filmes merecem comentários a parte, em outra oportunidade).

Embora tenham começado a separar-se no fim da terceira temporada de Flying Circus (a quarta temporada não conta com a presença de Cleese), continuaram com uma amizade próxima e reuniram-se para programas ao vivo e especiais do grupo, além dos filmes. A morte prematura de Graham Chapman em 1989 colocou fim definitivo aos Pythons.

Fiquei fã desde que assisti a "Em busca do cálice sagrado". Para quem não conhece ou só ouviu falar é uma excelente pedida para as férias, lembrem-se sempre: Nobody expects the spanish inquisition!

sábado, 3 de janeiro de 2009

2008/2009

2008 foi um ano um tanto quanto complicado e para mim ainda não acabou (conto aqui quando terminar).

Um ano de muita luta, novas visões de mundo, novas experiências e sobretudo muito estudo. Descobri muitas coisas interessantes, novos escritores, aprofundei conhecimentos sobre já consagrados artistas... Muitas coisas mudaram, muitas estão como sempre foram, me lembrei de como é preciso sempre ter mais paciência do que se pensou a princípio e apesar da trabalheira foi um ano bem aproveitado.

Queria agradecer a Deus por ter sobrevivido a 2008, agradecer a meus amigos e ao André pelo companheirismo e esperar por um 2009 não mais fácil mas mais leve.

Que o ano seja belo e leve! Como diria o Fellini, a vida é doce! (embora nem sempre pareça)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Devaneio sobre a mudança

Sempre tive muitas inquietações e anseios. Impressiona-me a fascilidade de pessoas em serem estáticas, para elas a mudança é sempre algo que deve ser temido, combatido a todo custo.

Talvez seja este o motivo da obsessão pela juventude, o problema maior não é envelhecer é mudar.

O desejo por algo difícil de conseguir será este? Pois se é difícil dá mais trabalho, se der trabalho todos vão entender o porquê de não se ir atrás. E se nunca for atrás, nada muda.

Sou também covarde. Uma vez que desejo a mudança e atormento-me em saber se tudo será melhor ou se é apenas mais um devaneio insólito...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sobre o natal

Acho o natal uma festa muito esquisita, começa pela estranha febre de "bom moço" que recai sobre todos, passa pelo desperdício de energia elétrica com várias luzes inúteis e termina na "noite feliz".
Meu dialogo imaginário com quem inventou o natal:


Para que servem todas as lâmpadas e enfeites e por que nunca vi uma araucária como árvore de natal?
Servem para aquecer a economia. Árvore, papai noel e boneco de neve não são coisas para os trópicos...

É por causa das luzes que fazemos horário de verão?
Não sei.

Por que dar presentes a todos?
Estratégia do comércio, é importante vender mais.

Por que devemos ser boas pessoas no natal?
Porque se no natal as pessoas não forem boas e generosas a economia não gira.

Existem pessoas que valorizam o natal por sua relação com fé em cristo?
Sim, mas são raras e geralmente não se identificam com o resto.

Se somos ruins o ano todo, porque não manter a coerência e ser como somos também no natal?
Porque coerência não é uma qualidade natural do homem. É mais bem visto ser "bonzinho' no natal do que o ano todo, todos se lembram de como você ajudou as crianças necessitadas e comprou um presente caro no seu amigo secreto.

A desigualdade só existe no natal?
Não, mas no resto do ano ninguém está no espírito de ajudar então quase não se nota.

E essas doações e todo o espírito solidário ajudam a resolver algum problema?
Sim e não, no dia de natal ninguém passa frio ou fome, mas depois...

Por que só podemos comer depois da meia-noite?
Para quando finalmente comer estar morrendo de fome e assim consumir mais. Já disse a economia...

Jesus nasceu dia 25 de Dezembro ou essa data foi escolhida para ficar perto do ano novo de propósito?
A coca-cola disse que seria bom para o marketing.

A última. Se Jesus nasce em Dezembro e morre em Abril, ficamos o restante do ano desamparados?
Veja bem...

Caso alguém tenha outra pergunta deixe nas colaborações. Obrigada.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ajuda humanitária aliada...

Alguém viu alguma ajuda deles aos moradores de Santa Catarina?