"Ao lado do
conteudismo dos positivistas que, como
Taine, consideram a arte produto do ambiente, dos
historicistas que, como
Dilthey, a interpretação como manifestação do espírito dos povos e das épocas, dos socialistas que, como
Proudhon e Marx, assinalam-lhe uma missão social ou consideram-na como representação da realidade, ou daqueles que como
Guyau e por outro lado Nietzsche, vêem-na como suprema manifestação e exaltação da vida, ou dos psicanalistas que nela vêem um caso de sublimação dos instintos, está o formalismo evocado pelas várias poéticas da arte pela arte e da poesia pura, de
Poe e
Flaubert e a Wilde, os quais,
ciosos da
autonomia da arte, vêem-na comprometida por toda preocupação do conteúdo e de finalidade não artísticos, a ponto de recomendarem a indiferença pelo conteúdo e a ausência do assunto para firmarem-se sobre puro estilo; ..."
Retirado de "Os problemas da estética" de Luigi Pareyson pág 59. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001