terça-feira, 29 de setembro de 2009

Smile

Ouçam SMiLe, um dos melhores da música pop!

3º e 4º dia e conclusões

Vide aqui e aqui, as postagens sobre a viagem. Num geral, a viagem foi bacana para que eu pudesse olhar minha cidade natal com outros olhos e uma postura mais crítica, sem deixar de ver tudo o que há de belo e interessante. Sei que isso parece um pouco raso, mas não cabe aqui as discussões levantadas a respeito.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sobre o segundo dia

Na minha opinião foi um dos melhores!

Fomos a estação da luz, passeamos por lá depois fomos a vila dos ingleses. A vila é um pequeno condomínio fechado próximo a Luz, construído para abrigar os engenheiros que vinham da Europa para trabalhar no país.

Fazendo uma observação, não gosto de olhar a crakolândia com olhar de zoológico, como essas excursões nos fazem sentir:

- Olha gente aqui é a crakolândia, não precisa abraçar a bolsa não! Olhem a segregação socioespacial dessa população...

Antes deles serem qualquer outra coisa são seres humanos, não devem ser observados como uma manada de "população alienada e desfavorecida". Passado esse momento, fomos a Pinacoteca.


A Pinacoteca é um dos lugares mais lindos e legais de São Paulo, ainda mais com a super exposição "Matisse, hoje". A maior do artista já feita no Brasil.


Odalisca com calça vermelha, 1921. (eu adoro a criatividade de quem dá nome as obras.)

A exposição é simplesmente sem palavras, muito válida para quem adora Matisse e para quem nunca teve contato com o trabalho do artista. Além de todo o acervo da Pinacoteca e outras exposições simultâneas a essa.

Ainda fomos a Paulista para observar arquitetura, foi bacana mas também choveu muito.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sobre o primeiro dia

Minha visão da cidade, no primeiro dia.

Tanta Água
Itamar Assumpção

É tanta água despencando lá do céu
Meu Deus do céu meu Deus do céu
Meu Deus do céu o que que tá acontecendo
É São Pedro que ficou pinel
Com raiva de São Paulo é primavera é primavera
Só que só fica chovendo
São Paulo está tal qual a Torre de Babel é inflação
É vendaval é só papel esperanças vão morrendo
É só quimera e mais quimera mas que merda é não e não
E fel e fel mas que escarcéu que a gente tá vivendo
Não tem mais galo cantando não tem mais nem de manhã
Não vejo o sol que mundaréu que frio que tá fazendo
Garoa neblina sereno formando um véu
Quem me dera ver o céu mas eu só fico querendo
É chuva fina encharcando meu chapéu e o solidéu
E o solidéu e o solidéu daquele padre correndo
É primavera só que escreveu não leu escureceu água desceu
Meu Deus do céu o que que tá acontecendo


Depois de muita chuva, um breve passeio pelo mercado municipal e FAU (cidade universitária), o primeiro dia chegou ao fim com recordes históricos de pluviosidade e muitos pontos de enchentes e alagamentos pela cidade.

Prólogo

No último 8 partimos, minha turma e eu, para São Paulo em nossa viagem didática. Está que se estenderia de 8 a 11 de setembro. A intenção era fazermos uma leitura sobre a cidade, seus problemas, suas atrações culturais e principalmente arquitetura.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Uma noite qualquer...

Fomos ao bar jogar sinuca e comer uma pizza essa noite, como de costume coloco sobre o balcão as moedas com que pago minha parte da conta. A balconista simpática agradece pelo troco, algumas reclamam. Na saída avistamos uma colega de turma, com sua carta e carro importado novos em folha; ainda me espanto com isso, já deveria ter me acostumado.

Andamos pelo Campus que começa a apagar as luzes, nos sentamos na pracinha e conversamos sobre o carro da colega, grana, namorado, outros colegas, a faculdade, enfim sobre tristezas e alegrias da vida. Rimos, choramos e por um momento somos felizes em meio ao frio, já é uma da manhã.

Embora estude no centro, moro no bairro. Saio da faculdade e conforme me afasto do centro vejo uma cidade vazia de pessoas e carros, sinto o forte contraste entre o automóvel da colega e os estacionados nas ruas próximas a minha casa. Faço a transição entre a “cidade” universitária e a real todos os dias.

A cidade é de porte médio. Problemas de cidade grande, ares de cidade do interior; um lugar que hora me pertence hora me escapa. Acho que de tanto me deslocar entre extremos, algumas vezes, perco a referência de onde é meu lugar. Meu e de alguns outros amigos que estão, mas não fazem parte, da elite da elite da elite do país, com em certa feita nos disse uma professora. Realmente a elite está aqui, mas não intelectual como eu sonhará um dia.

Chego em casa quase uma e meia da manhã, pensei muito no caminho. Repassei mentalmente toda a noite: o bar, o rápido encontro com a colega de turma, a longa conversa, meus próprios pensamentos que ficaram pelo caminho entre o sublimado e o real, por incrível que pareça ainda me espanto com isso, já deveria ter me acostumado.


Embora esteja numa semana de insônia, estou cansada. Depois reescrevo isso.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sobre teatro

É uma arte da qual entendo pouco, digo pouco, pois a respeito de dança não sei nada. Tivemos sorte pois nos últimos meses algumas peças bem interessantes vieram visitar nossa humilde província.

Sendo elas:

Meu Abajur de Injeção, de Luciana Canielli
In On It, do Canadense Daniel Maclvor
Vau de sarapalha, inspirado em Guimarães Rosa
O Homem da Tarja Preta, do psicanalista e escritor Contardo Caligari

Gostei de todas, porém gostei mais de "In on it" e "O homem da tarja preta" as duas tratam de pessoas, em especial homens.

Na peça canadense o escritor relata a historia de amor entre um casal onde um deles morre em um acidente. Dois homens que escrevem e encenam uma peça e contam a história de seu relacionamento. O espetáculo trata de forma sensível e bela o relacionamento, o sentimento de perda e o processo criativo do teatro.

No texto de Contardo um homem narra em uma madrugada de sua vida como "A puta da Internet". Embora isso possa parecer homossexual, não é. A peça nos mostra as taras e insatisfações como a vida e sexualidade desse homem, que não sabe ao certo o que é ser homem e como se constrói a masculinidade, embora isso pareça tão explicito e natural aos olhos preconceituosos de homem e mulheres, para eles algo que é inerente aos "machos" da espécie humana.

Pensei muito e em muita coisa depois de assistir a esses espetáculos. A partir deles concluí que o teatro é uma forma de arte muito mais próxima do homem e dos sentimentos e angústias dele que qualquer outra.