terça-feira, 29 de setembro de 2009
3º e 4º dia e conclusões
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Sobre o segundo dia
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Sobre o primeiro dia
Meu Deus do céu meu Deus do céu
Meu Deus do céu o que que tá acontecendo
É São Pedro que ficou pinel
Com raiva de São Paulo é primavera é primavera
Só que só fica chovendo
São Paulo está tal qual a Torre de Babel é inflação
É vendaval é só papel esperanças vão morrendo
É só quimera e mais quimera mas que merda é não e não
E fel e fel mas que escarcéu que a gente tá vivendo
Não tem mais galo cantando não tem mais nem de manhã
Não vejo o sol que mundaréu que frio que tá fazendo
Garoa neblina sereno formando um véu
Quem me dera ver o céu mas eu só fico querendo
É chuva fina encharcando meu chapéu e o solidéu
E o solidéu e o solidéu daquele padre correndo
É primavera só que escreveu não leu escureceu água desceu
Meu Deus do céu o que que tá acontecendo
Prólogo
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Uma noite qualquer...
Fomos ao bar jogar sinuca e comer uma pizza essa noite, como de costume coloco sobre o balcão as moedas com que pago minha parte da conta. A balconista simpática agradece pelo troco, algumas reclamam. Na saída avistamos uma colega de turma, com sua carta e carro importado novos em folha; ainda me espanto com isso, já deveria ter me acostumado.
Andamos pelo Campus que começa a apagar as luzes, nos sentamos na pracinha e conversamos sobre o carro da colega, grana, namorado, outros colegas, a faculdade, enfim sobre tristezas e alegrias da vida. Rimos, choramos e por um momento somos felizes em meio ao frio, já é uma da manhã.
Embora estude no centro, moro no bairro. Saio da faculdade e conforme me afasto do centro vejo uma cidade vazia de pessoas e carros, sinto o forte contraste entre o automóvel da colega e os estacionados nas ruas próximas a minha casa. Faço a transição entre a “cidade” universitária e a real todos os dias.
A cidade é de porte médio. Problemas de cidade grande, ares de cidade do interior; um lugar que hora me pertence hora me escapa. Acho que de tanto me deslocar entre extremos, algumas vezes, perco a referência de onde é meu lugar. Meu e de alguns outros amigos que estão, mas não fazem parte, da elite da elite da elite do país, com em certa feita nos disse uma professora. Realmente a elite está aqui, mas não intelectual como eu sonhará um dia.
Chego em casa quase uma e meia da manhã, pensei muito no caminho. Repassei mentalmente toda a noite: o bar, o rápido encontro com a colega de turma, a longa conversa, meus próprios pensamentos que ficaram pelo caminho entre o sublimado e o real, por incrível que pareça ainda me espanto com isso, já deveria ter me acostumado.
Embora esteja numa semana de insônia, estou cansada. Depois reescrevo isso.
