quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bolas de feno rolando por esse blog....
Bolas de feno ....Bolas de feno rolando por esse blog....
Bolas de feno rolando Bolas de feno rolando por esse blog....
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A day in the life!







































Foi sem dúvida algumas das horas mais memoráveis de minha vida, essas minhas pupilas - nem tão fustigadas assim - puderam contemplar uma lenda viva!




"Ele está mais para avô que para rock star" dizem alguns, mas só quem esteve em uns de seus shows pode saber o que foi estar em sua quase mágica presença. Toda a "rasgação de seda" da mídia especializada não é exagero, pois poucos artistas tem a energia necessária para manter uma plateia de cerca de 65mil pessoas ligadas em cada um de seus movimentos e acordes.

Meus acompanhantes - devidamente registrados - sairam tão emocionados e extasiados quanto eu dessa "magical mystery tour" e nem os dois dias sem dormir e as várias horas de estrada ofuscaram esses momentos. Pois cada gota de chuva foi recompensada, pelas lágrimas de emoção, pelos risos e pela alegria de ver um dos poucos ídolos que ainda vivem.

Devido ao show reingressei em minha fase beatles, que entro e saio desde que tenho uns 10 anos...rsrs

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Semestre está chegando ao fim...

Com o fim do semestre esse blog deve voltar a ativa com todo gás!! Ainda falta mais uma semana muito cheia!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Eu vou!!



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Caderninho

Comprei o caderninho depois de ter visto meu amigo desenheiro Marcelo Ducatti com um e ter morrido de inveja ter adorado, por isso comprei um igual. No fim das contas acabei por gostar do exercício de levá-lo por aí e rabiscar pelo caminho. Além de anotar algumas pérolas na mesa do bar...

Alguns dos rabiscos, esse do cinema dedicado a Renato Capela, o ex-mestre Pitaqueiro, pois esqueceu-me na porta do cinema.


















quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Genialidade?

Assisti ao filme "Camille Claudel", emprestado pelo meu querido amigo Pitaqueiro. O filme ficou bom, têm cortes, fotografia e figurinos muito bonitos o que lhe rendeu muitos prêmios Cesar e o Urso de Ouro a Isabelle Adjani. O desempenho de Isabelle é impecável, embora ache que seu trabalho fica um pouco arranhado pelo trabalho de maquiagem ineficaz, pois vemos Camille no fim da película com o mesmo rosto angelical dos primeiros minutos, isso desacredita o expectador que durante as quase três horas de projeção passaram-se aproximadamente trinta anos.

Fazendo um apanhado da trama:

Camille demonstrava se tendência a escultura desde tenra idade, seu pai um homem amoroso e culto faz tudo o que pode para alavancar a carreira da filha como escultora. Seu talento foi aperfeiçoado ao longo de sua vida anterior ao sanatório, especialmente durantes os quinze anos em que foi aprendiz e amante de Rodin.

Auguste hesitou muito em abandonar a companheira de longa data por sua jovem e belíssima inspiração, ele não o faz, então Camille o deixa. Entretanto, a jovem escultora vive a sombra da obra de Rodin e a solidão, a falta de reconhecimento e recursos acaba por fazê-la enlouquecer por um processo de paranóia. Ela e seu irmão, o poeta francês Paul Claudel - que eu não sabia, mas é um grande nome da poesia francesa do século XX- eram muito próximos até o romance da jovem com seu mestre e a conversão dele ao catolicismo, sendo assim ele não compreende as fontes da insanidade da irmã e acaba por colocá-la em um asilo durante as ultimas três décadas dela.


O ponto que quero trabalhar não é a relação professor/aprendiz e nem cair no clichê feminista de dizer que o trabalho e talento de Camille foram usurpados por Rodin por ser ele homem, mais velho e famoso e ela mulher, uma vez que isso não procede. Quero trabalhar a questão porque diabos os artistas sofrem tanto, porque a genialidade acaba com o ser?

Já li vários livros que contam a biografia de gênios (em geral artistas plásticos) é quase regra geral: o sofrimento. Derramaram-se sobre seu trabalho e ao fim havia apenas cacos do que eram anteriormente e obras primas como “As conversadeiras” de Camille ou “As Duas Fridas” de Frida Khalo ou os tantos girassóis e “Céu noturno” de Van Gogh. Haverá quem diga que isso é uma manifestação da modernidade, mas não é de todo verdade, pois grandes nomes como Goya e Caravaggio também sofreram essa dilaceração do ser.

Conversando uma vez com o André – o senhor dos Romances Urbanos – acabamos por chegar a um ponto desse enigma, o gênio tem uma percepção muito maior do que a das ditas pessoas comuns, ele sente mais e vê além; isso o faz um estranho em meio aos seus, ele não se adapta e sofre. Entretanto existem entre os comuns os sensíveis, mas não é isso que os torna artistas, como vemos no filme “Interiores” de Woody Allen, na verdade é só mais um efeito tostines, “são gênios porque sofrem, ou sofrem porque são gênios”.

Concluindo, mesmo eu morrendo de ódio e inveja desse povo ainda bem que não sou um gênio, pois como sempre é o egoísmo que nos move, prefiro ser mais leve e com isso mais feliz a sentir e sofrer a dor do artiste e deixar ao mundo uma obra-prima.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010