quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Que Mico!!

Durvalzinho (multi-instrumentista, hum sei) de Jimi Hendrix Felipe Dylon de Jimi Page

Que Mico!!! Até entendo a vontade desses dois Zé Ruelas de serem Os Jimi's da música - e da música de verdade!

Pois, que atire a primeira pedra quem nunca quis ser Jimi Hendrix ouvindo Purple Haze e Jimi Page ouvindo Stairway to Heaven, se você nunca tocou uma guitarra imaginária ouvindo Helter Skelter você não ama rock and roll - se você nunca ouviu Helter Skelter é melhor rever seus conceitos...rsrs.

Mas isso aí já é exacerbação da própria mediocridade musical. Sobretudo pro rapaz que inventou o revolucionário estilo "No Hands"...rsrs

Desculpe pelo comentário inapropriado.

Confira o resto das bizarrices aqui!

Birth of Cool

(Fazendo um pequeno aposto)

Mesmo andando na corda bamba do fim do semestre,vendo alguns amigos já escorregando, tirei uns minutos para escutar essa "obra prima" - não achei expressão melhor - da música.

Coloquei para ouvir enquanto digitava um trabalho, quando dei por mim não estava mais digitando nada e apenas ouvindo. Realmente é algo fora do comum, e concordando com o Purrinhador, Miles Davis é um dos melhores músicos da história sem dúvida!

(Terminando o pequeno aposto)


Desculpas

Sei que tenho sido meio omissa com esse pequeno espaço, mas as coisas andam meio complexas; muito trabalho na faculdade, aliado, a pouco tempo e bateria no fim é uma mistura não muito boa.
Entretanto as férias estão chegando, assim, nas férias eu encho vocês com minhas elocubrações baratas...rs

terça-feira, 10 de novembro de 2009

I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free

I wish I knew how
It would feel to be free
I wish I could break
All the chains holding me
I wish I could say
All the things that I should say
Say 'em loud say 'em clear
For the whole round world to hear
I wish I could share
All the love that's in my heart
Remove all the bars
That keep us apart
I wish you could know
What it means to be me
Then you'd see and agree
That every man should be free

I wish I could give
All I'm longin' to give
I wish I could live
Like I'm longin' to live
I wish I could do
All the things that I can do
And though I'm’m way over due
I'd’d be starting a new

Well I wish I could be
Like a bird in the sky
How sweet it would be
If I found I could fly
Oh I'd’d soar to the sun
And look down at the sea
Than I'd sing cos I know - yea
Then I'd sing cos I know - yea
Then I'd sing cos I know
I'd’d know how it feels
Oh I’d know how it feels to be free
Yea Yea! Oh, I’d know how it feels
Yes I’d know
Oh, I’d know
How it feels
How it feels
To be free

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Aniversário

As coisas andam meio devagar por aqui, mas mesmo assim o blog completou seu primeiro ano de vida na ultima sexta! Então, agora de cara nova, ainda partilhando a minha realidade e irrealidade, vida longa ao Colecionador!

Ps: Espero que os apreciadores da coleção gostem do novo catálogo!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

M, o vampiro de Dusseldorf

Do diretor:

Um dos maiores diretores da história da sétima arte surge sob esse contexto: Fritz Lang. Nascido em Viena em 1876, mudou-se para Munique em 1911 onde estudaria pintura e escultura; casou-se em 1921 com a roteirista Thea Von Harbou e essa parceria rendeu-lhe seus primeiros filmes. Lang é mundialmente conhecido, não apenas por desafiar e não se sujeitar as vontades de Hitler, o que motivou seu exílio nos Estados Unidos. Onde morreu aos 85 anos em 1976. Possui filmes bem inseridos na estética como M, o vampiro de Dusseldorf de 1931 e a trilogia sobre Dr. Mabuse (Dr. Mabuse, o jogador de 1922; O testamento do Dr. Mabuse de 1933 e Os Mil Olhos do Dr. Mabuse, 1960) e filmes futuristas como Metrópolis de 1927, porém é considerado um remanescente, pois a estética expressionista perpassa por toda sua produção.


Do filme:

Sendo um dos primeiros filmes falados a ser produzido no país M, o vampiro de Duseldorf é um marco do cinema alemão. Foi um dos primeiros filmes do expressionismo a não tratar do sobre natural ou da psicanálise e sim de um tema bastante polemico para a época, o infanticídio.

O filme nos mostra, logo de início, uma cidade que está em pânico devido ao desaparecimento de crianças. Percebemos isso na expressão preocupada das mães, no cuidado redobrado com os pequenos e pelos muitos cartazes espalhados na cidade prometendo recompensas a quem fornecer alguma informação sobre o assassino, cuja primeira aparição se dá de uma forma muito particular da estética expressionista, a projeção de sombras. Vemos a sombra de um homem, que sabemos ser o assassino, projetada de forma muito clara tendo como anteparo o cartaz destacando a palavra Mörder - assassino em alemão - o que sintetiza o medo que todos sentem dele, uma sobreposição entre o poder do temido sobre os amedrontados. Associada a essa imagem, ouvimos o assoviar da canção In the Hall of the Mountain King, que será a marca da aparição do assassino por metade da projeção, ao ouvimos a música sabemos que ele está próximo.

Iluminação e fotografia são intensamente exploradas como ferramenta expressiva, com grandes contrastes entre luz e sombra e a criação de perspectivas que nos mostram os sentimentos das personagens, como na cena da escadaria que forma um grande abismo quando a mãe aflita chama a filha que não retornou da escola e que o expectador sabe que nunca voltará. As marcas dessa ausência são reafirmadas pelos planos onde, num grande contraste de luzes, vemos a mãe em prantos na penumbra e o prato iluminado sobre a mesa marcando a ausência da menina, esse novo seqüestro serve como estopim a paranóia da população e polícia.

Os moradores da cidade caem em si, dão-se conta de que o assassino está entre eles e é um deles, por isso passam a acusar-se mutuamente; daí o nome do filme, que vem da palavra Mörder. M, o psicopata encoberto pelo anonimato da cidade, caminhando pelas ruas como um cidadão comum. Porém o assassino sabe de sua doença e entra em contato com os jornais para pedir auxílio, o que fornece alguns indícios para que a polícia consiga, de forma eficiente, sair em seu encalço. As autoridades passam, numa tentativa desesperada, a cercear todas as atividades ilegais, o que causa uma reação de criminosos, pois isso vem atravancando-lhe os “negócios”.

Para resolver o problema os criminosos organizam-se espalhando vigilantes mendigos pela cidade, para espanto do expectador, o assassino é identificado por um mendigo cego que vende balões, que relaciona o assovio da música que ouvira no dia do desaparecimento da ultima vítima. O assassino é seguido pelos vigias a serviço do crime e marcado com a letra M, enquanto andava com sua indefesa próxima vitima e é ela que o alerta sobre homens que o seguem.

Paralelamente, a investigação policial chega à casa do assassino e nesse momento descobrimos que ele é um ex-interno de uma clinica psiquiátrica e também seu nome, Hans Beckert, pois para a polícia sua identidade de cidadão é importante. Porém, ele já está sendo perseguido pelos criminosos e num ato impensado esconde-se no interior de um edifício comercial e é trancado lá após o término do expediente, entretanto os perseguidores aguardaram o momento propício para pegá-lo.

A organização criminosa invade o prédio a procura do homem marcado pelo M, arrombando desde os depósitos de carvão até salas com sofisticados alarmes. Quando o depósito onde Hans se esconde é descoberto, um dos vigias do edifício consegue acionar a polícia que demorará cerca de cinco minutos para chegar, os ladrões sabem disso, então rapidamente arrombam violentamente a ultima porta e levam consigo o assassino. Entretanto esquecem um de seus homens que entrara pelo teto de uma sala e ele será pego pela polícia.

Ponto a ser observado nesse momento da projeção, além da música assoviada pelo assassino não há trilha sonora, todo o clima das cenas é dado apenas pela iluminação, enquadramentos e atuação. Longos takes mudos precedem cenas muito barulhentas. Exemplo disso, a chegada dos ladrões ao prédio e sua saída levando seu prisioneiro se passa sem som e logo após a chegada da polícia ao local é marcada pela volta estrondosa dos sons da sirene; demonstrando o antagonismo entre o trabalho eficiente e silencioso dos criminosos com o estrondoso e de pouco resultado trabalho policial.

O delegado não entende como um lugar com tantos objetos de valor fora vasculhado e nada ser roubado, nesse momento vemos uma das construções mais interessantes do cinema, pois enquanto o inquérito policial nos fala do arrombamento, imagens do mesmo aparecem na tela, sob as páginas do livro de registros. O assaltante que fora esquecido e levado pela polícia é pressionado a contar o porquê de nada ter sido roubado. Depois de muitas ameaças, ele conta ao delegado o que buscavam e levaram do prédio comercial.

Enquanto isso o assassino é levado para uma antiga fábrica onde será julgado por seus crimes, será julgado pela escoria da sociedade: mendigos, prostitutas e outros assassinos decidiram seu destino. O tribunal, com “advogado” de defesa, promotores, “júri” e “juiz” é iniciado e essa cena também é amplamente marcada por contrastes de iluminação e pela atuação singular de Peter Lorre (o assassino). Num praticamente monólogo ele primeiro exige e depois suplica para ser entregue as autoridades, conta sobre sua necessidade de matar e sobre os fantasmas que o assombram, um discurso que transita entre raiva, angústia, desespero e medo, que de forma convincente e comovente nos obriga a considerar sua situação. Entretanto Hans é condenado à morte, pois não conseguem vê-lo como doente ou como um deles, julgam que a única forma de impedir que mais mortes ocorram é matando o assassino. O que é impedido, no ultimo instante, pela chegada da polícia ao local.

A película propõe reflexões que são discutidas ainda hoje, como a eficiência da policia e das instituições que tratam doentes mentais e expõe o medo que a sociedade sente de um de seus produtos, o assassino em série. M, o vampiro de Dusseldorf é um filme singular, perturbador, pois coloca a figura do assassino de forma dialética, assim como as principais características da vanguarda são dialéticas, fazendo aflorar o que há de belo e feio, de claro e escuro inserido em apenas uma concepção de obra de arte.


Bibliografia:

http://www.urutagua.uem.br//010/10silva.htm

http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1


Escrevi esse texto para a faculdade, discutindo um pouco a vanguarda expressionista. Achei que ficou legal, mas nada genial.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Smile

Ouçam SMiLe, um dos melhores da música pop!